Origem das jóias
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O fascínio do homem em usar adornos preciosos e "mágicos" vem dos tempos mais remotos. Certos sociólogos chegam a afirmar que a peça de adorno veio mesmo antes da roupa, e que os trajes derivaram desses ornamentos. Os materiais considerados belos, fascinantes ou raros foram utilizados para produzir as primeiras jóias. Daí a origem da imagem de riqueza que se associa à própria imagem do adorno. Uma jóia era utilizada normalmente como enfeite, mas também havia uma íntima ligação com forças místicas.
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O homem primitivo produzia as suas peças de adorno quando as estrelas se alinhavam em posições que eles consideravam favoráveis. Surgiam assim os amuletos com poderes mágicos e protectores. Em algumas sociedades, aos caçadores mais valentes eram concedidos colares com dentes e garras de animais ferozes, isso dava-lhes um símbolo de poder. A atracção que o ouro exerce sobre o homem é antiga.
As primeiras jóias em ouro datam de 3.500 a.C., descobertas na região da antiga cidade de UR fundada pelos sumérios no vale do Eufrates.Os egípcios deixaram peças elaboradas, em formas de escorpiões, escaravelhos, serpentes, repletas de simbolismo e misticismo. Eles foram os primeiros a aplicar cores às jóias, tendo dominado as técnicas de engaste de pedras e a descoberta de um novo material produzido pelas mãos do homem, o vidro colorido. Outras civilizações figuram com igual importância no cenário da joalharia.
Os artesãos minóicos produzindo com excepcional cuidado contas estampadas em finas lâminas de ouro. A Grécia, a princípio restringia as suas criações a motivos geométricos. O contacto com os fenícios resultou na fusão de conhecimentos e tendências, surgindo então peças com motivos naturalistas, temas da mitologia. A cultura celta presenteando-nos com peças intrigantes e "magnéticas", com um design de espirais e arcos concêntricos de linhas sinuosas, invocando misteriosas forças da natureza.
O homem contemporâneo não poderia desapontar seus ancestrais na evolução dessa arte. Hoje conhecemos técnicas que nos possibilitam maior liberdade de criação, mas toda a tecnologia desenvolvida não vale muito sem mentes criativas e de bom gosto por trás de todo o maquinário. O século XX conta com grandes designers dando personalidade, irreverência e estilo às peças de joalharia.
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A jóia, assim como diversas outras formas de expressão artística, acompanha a evolução do homem, espelhando as suas expectativas, fases sócio-culturais, tendências, o intercâmbio de civilizações.
A produção de uma peça de adorno‚ é um verdadeiro diálogo entre o artista e seu material, tem como tema, não só o momento mas as influências de civilizações antigas e visões futuristas. Actualmente vários artistas, conhecidos ou não, vêm utilizando materiais não convencionais na joalharia para produzir criações originais. São expectativas e novos desafios no trabalhar com essa linguagem que transparece nos metais, em diferentes texturas, formas, modulações, com pedras preciosas em inusitadas lapidações, entre outros materiais opcionais como madeira, contas, cerâmica, vidro, esmalte, conchas, rochas e o que a originalidade permitir.
Este mundo fantástico não é composto apenas por aqueles que trabalham pedras e metais, em sua forma e dimensão. Nada seria dos ourives e designers sem a presença do lapidador perfeccionista, a paciência do gravador, do cravador e de outros tantos profissionais que contribuem essencialmente para tornar possível todas as criações e abrilhantar ainda mais a joalharia pelo correr da História.
É neste universo mágico, atraente e que vos convido a entrar.
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Santo Elói - Padroeiro dos Ourives

Um de dezembro Santo Elói foi o mais famoso ourives da França no século VII já que Deus lhe concedeu desde muito pequeno grandes qualidades para trabalhar com muita arte o ouro e a prata. Nasceu no ano 588 em Limoges (França); seu pai, que era também um artista em trabalhar metais, deu-se conta de que o menino tinha capacidades excepcionais para a arte e procurou formá-lo melhor sob a direção de Abon, que era o encarregado de fabricar as moedas em Limoges. Quando aprendeu bem a arte da ourivesaria foi a Paris.
Aí, o rei Clotario II encomendou a fabricação de um trono adornado com ouro e pedras preciosas. O rei ficou admirado da inteligência e a habilidade de Elói, nomeando-o chefe da casa da moeda. Nosso santo fabricou também os preciosos relicários nos quais se guardaram as relíquias de São Martinho, São Dionisio, São Quintín, Santa Genoveva e São Germán. O novo rei Dagoberto deu de presente um terreno em Limousin, onde fundou um monastério de homens. Logo o rei deu de presente um terreno em Paris e lá fundou um monastério para mulheres. A seus religiosos ensinava a arte da ourivesaria e vários deles chegaram a ser muito bons artistas.
Por suas grandes virtudes foi eleito bispo de Rouen, e se dedicou com todas suas energias a obter que as pessoas de sua região se convertessem ao cristianismo, porque em sua maioria eram pagãs. Conservam-se 15 sermões deles, onde ataca fortemente à superstição Morreu em 1 de dezembro do ano 660.
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"Cartier 1899-1949. O percurso de um estilo"
Fundação Calouste Gulbenkian até 29 de Abril de 2007
Pensada em 1973 com o intuito de documentar o legado da casa-mãe e de cumprir uma carreira de itinerância pelo mundo, a colecção de joalharia histórica da Cartier está em Lisboa para traçar O Percurso de um Estilo. Percurso balizado pelos anos de 1899 e 1949, numa selecção de mais de 230 peças adaptadas àquela que será a sua casa até 29 de Abril: a Galeria de Exposições Temporárias do Museu Gulbenkian.
Nesse conjunto, uma peça sobressai, por justamente estabelecer a ponte entre a colecção residente e a colecção que, a partir de hoje, poderá ser apreciada pelo público: o pendente 'Coluna Grega', executado em 1913 e posteriormente adquirido por Calouste Gulbenkian, de que a Cartier conservava o desenho preparatório e a base de moldagem em gesso, mas cuja peça final conhecia apenas através de fotografia. Capa de catálogo, cabe-lhe também ser peça de abertura da exposição - após um primeiro núcleo documental versando os passos iniciais da casa joalheira e a sua ligação a Portugal, como uma das fornecedoras da Casa Real -, sinalizando, assim, um reencontro e uma redescoberta.
Como lembrou Pierre Rainero, director de Património da Cartier, em visita de imprensa ontem realizada, "foi com particular emoção que (re)encontrámos esta peça na Fundação Gulbenkian".Comissariada por Nuno Vassallo e Silva e por Maria Fernanda Passos Leite, Cartier 1899-1949.
O Percurso de um Estilo faz desfilar jóias, mas também objectos decorativos e relojoaria, com especial realce para os "relógios misteriosos" cujos ponteiros, por ilusão de óptica, parecem operar sem ponto de fixação, recriando "o mistério do Tempo".
Nesta passagem por Lisboa, houve também a preocupação de encontrar pontos de contacto com motivos recorrentes na colecção residente. Neste caso, por via da escolha de joalharia inspirada nas artes egípcia, persa ou chinesa, em estreita ligação com a exposição permanente do museu. Paris, Tóquio, Nova Iorque, Londres, Chicago, Xangai, Berlim e Milão foram, desde 1989, algumas das escalas da Colecção Cartier. A próxima cumprir-se-á em Moscovo, no Museu do Kremlin.
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Tesouro na Gulbenkian
Jóias - Museu mostra 230 peças da colecção Cartier
Quando Loius-François Cartier retomou em Paris o ateliê do seu mestre, em 1847, estava longe de imaginar o império que estava a fundar. Hoje, a prestigiada colecção Cartier reúne 1300 peças e, na Fundação Calouste Gulbenkian, mostram-se 230 jóias deste espólio na exposição ‘Cartier 1899-1949. O Percurso de um Estilo’
A História da joalharia viaja assim entre esmeraldas, safiras, ametistas e diamantes que ocultam segredos dos seus proprietários. Um deles, Calouste Gulbenkian, contemporâneo de Louis Cartier, neto do fundador, foi um atento coleccionador de jóias e, no museu, estão expostas cinco peças da sua colecção particular, uma das quais a Cartier julgava perdida.
“Foi com grande emoção que descobrimos, quando decidimos fazer esta exposição, que os cofres da Gulbenkian preservavam esta extraordinária jóia que há muito julgávamos perdida”, disse Pierre Rainero, director de património da Cartier, na conferência de imprensa ontem realizada no Museu.
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A casa-mãe, em Paris, preserva esboços do pendente ‘Coluna Grega’, datado de 1913, mas perdera o seu paradeiro. O ‘reencontro’ com esta e outras jóias de Gulbenkian valoriza a mostra comissariada por Nuno Vassallo e Silva e Maria Fernanda Passos Leite, que marca ainda o 50.º aniversário da Fundação.Num conjunto que desfila luxo em duas galerias, oculta-se o valor “incalculável” das peças, como salientou ao CM Maria Fernanda, reforçando o segredo bem guardado pela Casa Cartier que, desde 1983, foi juntando as jóias ‘perdidas’ que ia adquirindo aos proprietários e herdeiros e através de leilões.
Algumas das peças são acompanhadas de fotos que ilustram momentos da vida dos seus proprietários, como o caso de um diadema de diamantes (1910) pertencente a Isabel, rainha da Bélgica, ou de um alfinete (1949) vendido à duquesa de Windsor, a mulher que levou Eduardo VIII a abdicar do trono britânico, e recuperado em leilão pela Cartier. Dois exemplos entre as muitas peças: cigarreiras, relógios, pendentes, tiaras e até um minúsculo pente para bigode... Uma viagem pela inspiração oriental, art déco e todas as influências que trespassam quatro décadas de arte.Parte daquela que Rainero classifica como “uma das mais importantes colecções de jóias do Mundo” mostra-se até 29 de Abril em Lisboa, de onde segue para o Museu do Kremlin, em Moscovo.
Sofia Canelas de Castro in Correio da Manhã
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O Anel
Símbolo do eterno, do ilimitado, assim é descrita esta peça de adorno desde os mais remotos tempos da humanidade.
Entre gregos e romanos o direito de usar o Anel era concedido apenas aos cidadãos benemérito o metal empregado era o ferro. Os sacerdotes de Júpiter podiam usar anéis de ouro, era o Anel Pastoral.
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O Anel fez-se presente em diversas épocas e situações da história do homem. Podemos relembrar o legendário anel com selo de Salomão, a estrela de seis pontas, utilizado para afastar o mal. No ano de 350 a.C. Aristóteles menciona um oráculo que utilizava o tilintar sincronizado de dois anéis presos a fios, indicando o momento propício a uma determinada acção. O mesmo filósofo mencionou o facto dos cartagineses oferecerem anéis aos seus oficiais a cada vitória alcançada, reforçando aí a imagem de nobreza que cerca o Anel desde os tempos mais antigos. Sinal de grande honra é o recebimento de um anel do príncipe ou nobre por um subalterno.
No ano de 330 d.C., no período do imperador Valentiniano, anéis eram pendurados sobre uma mesa que continha o alfabeto. Ao tocar determinadas letras eles revelavam o nome daquele que conspirava contra o imperador. Da era paleocristã (400 d.C.) temos os anéis adornados com peixes, pombos e âncoras, remetendo aos símbolos da doutrina religiosa.
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O anel do Papa, "o Anel do Pescador", apresenta a imagem do apóstolo Pedro pescando com uma rede. Esse anel é amassado após a morte do Papa, para que não seja usado por mais ninguém.
As ligações do Anel com o divino foram sempre muito intensas. Ao utilizar pedras preciosas, os anéis podiam actuar como amuletos, elementos curativos, protectores, entre outros. No momento da morte o anel era retirado do indivíduo para facilitar seu afastamento do mundo material.
Mas além de bonito e esotérico o anel mostrou-se também uma peça de grande utilidade ao homem. Lembremos do Anel de Sinete, geralmente herdado. OS seus símbolos heráldicos possibilitam a autenticação de documentos importantes, além de reivindicar propriedades. Em muitos desses anéis os brasões têm símbolos que remetem à honra, fidelidade e firmeza.
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Aliança: o Anel que une duas pessoas.
O anel como símbolo de noivado e matrimônio surgiu entre os gregos e romanos importado do costume hindu de usar um anel de casamento. A cultura romana acreditava que pelo quarto dedo da mão esquerda passava uma veia que estava diretamente ligada ao coração, por isso este foi o dedo escolhido para o uso da aliança, costume que até hoje perdura.
Ao princípio a Aliança foi vista como um "certificado" da compra da noiva e também servia como aviso a outros pretendentes de que ela já não estava disponível. Um verdadeiro letreiro de "vendida". Aliás a palavra inglesa wed (casar) origina-se do termo anglo-saxão para o penhor que ratifica uma promessa.
A partir do século IX a Igreja cristã adoptou a aliança como símbolo de fidelidade entre os cônjuges. Muitas são as crenças que cercam a Aliança. Em algumas regiões da Escócia, por exemplo, acreditava-se que se a mulher perdesse o anel de casamento poderia perder também seu marido...
Quantas Estórias para um Anel...